Amigos do AdoroCinema: Confissões de Adolescente é uma comédia leve e moderna, dizem blogueiros
Esta semana, os Amigos do AdoroCinema avaliaram a comédia brasileira
Confissões de Adolescente, adaptação da série de TV sobre os conflitos
dos jovens, incluindo sexualidade, trabalho, amizades... Embora a
comunidade de blogueiros tenha ressaltado alguns problemas, como o
excesso de tramas, a maioria das críticas foi positiva, afirmando se
tratar de uma rara comédia não apelativa, e sem medo de abordar a nudez e
o sexo. A nota média dos blogueiros foi de 3/5, enquanto a crítica do
AdoroCinema deu uma nota de 4/5 ao filme.
E você, já foi ver Confissões de Adolescente no cinema? O que achou? Não
deixe de publicar a sua opinião na página do filme, e caso você tenha
um blog, saiba como integrar a nossa rede de parceiros. Esta semana, o
blog em destaque é o Esporte Nerd, com críticas de M. Potato.
Confira a opinião da comunidade de Amigos do AdoroCinema:
O filme conta a história de Paulo (Cássio Gabus Mendes) e suas filhas Tina (Sophia Abrahão), Bella Camero (Bianca), Malu Rodrigues (Alice) e Clara Tiezzi (Karina), que terão um semestre bem diferente na escola.
Quando vi o trailer do filme pensei na hora que iria assistir a novela
malhação, mas não foi isso, Confissões de Adolescente é bem escrito e
dirigido, a história simples abordando problemas de bullying no colégio,
primeiro namoro, primeiro beijo, relacionamento homossexual e gravidez
na adolescência cativa muito e muda um pouco o foco das comédias
forçadas que o Brasil está lançando.
O problema do longa é não ter explorado alguns temas importante, como a
reação dos pais após saber da gravidez, o relacionamento homossexual que
foi jogado ao vento e sumiu tão rápido como apareceu.
Terá cenas cômicas, como a Deborah Secco dando conselhos para seu filho,
alguns dramas, cenas de nudez e até paródia de um filme famoso.
O filme mostra que não é fácil educar os filhos, por mais liberdade,
amor, carinho e confiança que você oferece a eles, sempre irão fazer
algo diferente dos seus planos.
Terá um pós crédito após o filme, que não é muito impactante.

É curioso ver que a Globo Filmes decidiu adaptar para os cinemas uma
série que fazia sucesso na TV Cultura. De qualquer forma, CONFISSÕES DE
ADOLESCENTE (Brasil, 2013) é um filme leve, muito simpático e divertido.
Ouso dizer também que, assim como o recente "Desenrola", CONFISSÕES é
um filme bem liberal e até possui uma certa pitada de ousadia em seu
roteiro.
Ao contrário de uma "Malhação" da vida, o longa possui momentos
desbocados, cenas de nudez safadinhas e, pasmem, os jovens em cena até
falam palavrão! Nos tempos caretas em que estamos vivendo, isso já pode
ser considerado uma "ousadia", né?
Daniel Filho, um dinossauro consagrado da TV, surpreende ao capitar bem o
timing das piadas do roteiro e cria uma comédia leve e bem moderna,
muito diferente daquilo que vimos em "Se Eu Fosse Você".
O filme possui muitos méritos, a trilha sonora e o elenco juvenil, por
exemplo, são muito bons, mas a alma de todo o longa é mesmo o roteiro
assinado por Matheus Souza, o mesmo diretor do ótimo "Apenas o Fim" e o
irregular "Eu Não Faço a Menor Ideia Do Que Estou Fazendo Com a Minha
Vida". Com poucos anos de carreira, Matheus já se estabiliza como o
Domingos Oliveira da sua geração. Os seus textos, quase sempre
autobiográficos, possuem ótimas tiradas e muitas referências engraçadas
ao mundo cinematográfico e ao universo POP.
CONFISSÕES DE ADOLESCENTE é um filme que vale a pena ser assistido. A
história inteira acompanha a rotina de um grupo de jovens abastados que
moram nos condomínios de luxo da Barra da Tijuca, mas é impossível não
se identificar com nenhum eles. As dores da adolescência são um
sentimento universal.
Já que o título pede, façamos uma confissão. Li o livro de Maria Mariana
e assisti toda a série Confissões de Adolescente com a primeira
formação. Então, este filme tem uma certa memória afetiva que o torna
especial. Mas, o filme consegue mesmo manter o padrão, com uma trama
adolescente bem construída, a exemplo de As Melhores Coisas do Mundo e
não como uma Malhação.
Daniel Filho, que também era o diretor da série, consegue manter um
clima ameno, que levanta as questões da adolescência com leveza. Temos o
primeiro beijo, a perda da virgindade, as descobertas amorosas, os
preconceitos e medos em geral da idade. E claro, o crescimento. Tudo é
feito com seriedade, sem julgamentos e com um bom ritmo. Mesmo quando
vemos alguns deslizes forçados, a exemplo de um certo chiclete.
Uma coisa que difere da série é a trama não ser tão centrada nas quatro
irmãs, mas ter também uma visão masculina da adolescência. Os garotos
crescem, ganhando cenas protagonizadas por eles e suas dúvidas e
vontades, o que torna o filme mais universal. O que não é muito legal
para os fãs da série é a mudança dos nomes das personagens, algo que não
faz muito sentido já que a personalidade permanece, e até o pai é bem
próximo, fazendo Cássio Gabus Mendes quase imitar os tiques criados pelo
tio Luis Gustavo.

Em compensação, o filme presta uma espécie de homenagem às atrizes
originais, colocando-as em participações especiais ligadas de alguma
maneira às suas antigas personagens. Deborah Secco faz a mãe de um
garoto que irá se relacionar com Carina. Georgiana Góes faz a professora
de educação física de Bianca, Daniele Valente faz a mãe do namorado de
Alice e Maria Mariana faz a advogada que entrevista Tina para uma vaga
de emprego.
Para construir uma linguagem atual, a direção de arte do filme ainda
investe em um design próximo das redes sociais. Temos inserções de
janelas diversas dando uma dinâmica principalmente na abertura da trama.
Isto traz uma questão interessante, já que Confissões de Adolescente
surgiu a partir do diário de Maria Mariana. Hoje, as meninas não
escrevem mais em diários de papel com códigos e cadeados, mas na rede,
quase que expondo a vida de uma maneira irresponsável, tornando o mundo
moderno bem menos privado.
Talvez por isso, a personagem de Bianca tenha que ir para o banheiro
falar no celular. E talvez também por isso, seja lá que ela acabe
conquistando uma amizade mais verdadeira do que as de aparência com as
quais convive. É a visão atual da juventude em um mundo politicamente
correto, que fiscaliza os bullyings, mas que no fundo está cada vez mais
superficial e até hipócrita.
Confissões de Adolescente Diante de tantas questões e problemas, o filme
mantem também o humor da série, construindo situações tragicômicas como
o jantar de Alice e Marcelo, em uma tentativa frustrada de primeira
noite. Ou as lições de Carina, a filha caçula que parece ser a mais
ajuizada da família. Isso sem falar na hilária paródia a Saga
Crepúsculo, com direito a reprise da cena do acidente.
Mas,
ainda que busque verdade, o filme traz também momentos superficiais e
falsos, como o já citado chiclete, ou algumas festas exageradas. Isso
sem falar na cena da roda de violão, onde a música não parece nem um
pouco inserida na cena, causando estranheza. Porém, o que soa mais
estranho mesmo é a crise financeira da família que dá costura ao filme,
tratada de uma maneira tão superficial que não convence.
De qualquer maneira, Confissões de Adolescente consegue cumprir o seu
objetivo de ser uma trama leve e envolvente sobre essa fase tão complexa
da vida. É um filme para adolescentes, buscando dialogar com suas
questões e atualizando para as novas gerações. Mas, aos que viram a
série, fica a sensação de memória afetiva.

De 1994 a 1996 a TV Cultura exibia o programa que mais deu audiência
para a Emissora desde quando foi fundada, ele se chamava "Confissões de
Adolescente" e mostrava vários problemas pelos quais os jovens da época
tinham de passar no período mais confuso de suas vidas. Pois bem, a
protagonista da época Maria Mariana escreveu um livro, onde contou em
resumo boa parte das coisas que ocorreram nos 40 episódios que foram ao
ar, e como tudo que foi sucesso no mundo, atualmente acaba sendo
requentado e jogado nas telonas porquê não colocar ele também numa
versão de 2 horas? Sendo assim, quem assistiu na época verá quase uma
versão acelerada de todos os episódios na tela com um ar mais moderno,
afinal os adolescentes de 2013 não são os mesmos de 1994, e embora o
mundo tenha mudado tanto, tudo que ocorria naquela época ainda faz
muitos adolescentes tremerem na base.
O filme nos mostra que Paulo está passando por dificuldades financeiras
para sustentar as quatro filhas, Tina, Bianca, Alice e Karina, depois
que anunciaram um novo aumento no aluguel. Quando ele avisa que eles
precisam se mudar do apartamento onde vivem, na Barra da Tijuca (Zona
Oeste do Rio), elas se comprometem em ajudar de alguma forma, começando a
cortar despesas bobas e ajudando nas tarefas domésticas. Mas enquanto
precisam lidar com essa novidade, o quarteto tem ainda outras
experiências típicas, relacionadas a idade de cada uma delas. Tina vem
penando para conseguir um primeiro trabalho, ao mesmo tempo que vem se
desentendendo com o namorado riquinho. Bianca, por outro lado, esconde
uma relação misteriosa, diferente de sua irmã Alice, ainda virgem, e as
voltas com a famigerada primeira vez. Correndo por fora, Karina é a mais
nerd da turma e anda atraindo as atenções de um dos colegas da escola,
mas eles ainda não sabem bem ao certo como lidar com isso. Apesar dos
conflitos, a união entre elas permanece e as experiências, tudo indica,
irão contribuir ainda mais para manter a família unida.
Já tivemos nos anos anteriores, alguns outros filmes brasileiros que
tentaram mostrar tudo isso que vimos no seriado, mas não tiveram tanto
sucesso, afinal falar com os jovens é algo muito difícil pois cada um vê
seus problemas de forma diferente e acabam sendo incompreendidos, e
sempre que algum diretor tenta a sorte em se aventurar nesse mundo
próprio deles, nem sempre poderá se dar tão bem como os diretores dos 40
episódios deram na época. Pois bem, um dos principais diretores na
época foi Daniel Filho e não poderia ser outro que pegaria o livro de
Maria Mariana e adaptaria para as telonas junto de Cris D'amato, e aqui
conseguiu fazer um resumo bem encaixado de todos os problemas que os
adolescentes passam, ou a maioria deles, num filme interessante onde os
jovens podem se conectar bem com a versão atual por colocar um aparato
tecnológico que hoje faz mais parte da nossa vida chamado Facebook e
assim junto com outros detalhes do cotidiano mixar de forma criativa
tudo num único filme. Outro ponto que devemos observar é que os
diretores souberam trabalhar bem com toda a garotada que faz parte do
elenco, e olha que não foram poucos, e com a liberdade que foi dada na
maior parte do tempo, os jovens se saíram bem frente as câmeras, não
ficando forçados como costuma acontecer com a maioria de jovens
iniciantes no cinema.
Falar de todos os jovens daria um texto gigante demais, e sairia um
pouco repetitivo demais, afinal a maioria aqui sabe como são
adolescentes atualmente e o que todos fazem na telona é exatamente como
enxergamos eles fazendo tudo, então vou destacar alguns que se
sobressaíram. Sophia Abraão já havia interpretado a versão teatral do
seriado, então seu papel aqui foi moleza para a atriz, é uma pena que
como já não é mais tão adolescente, seu personagem não tenha tanto foco,
pois gostaria de ver mais ela, que saiu muito bem frente às câmeras nos
momentos precisos que teve de atuar. Isabella Camero trabalhou tão bem
seu personagem que a grande revelação final é tão fácil de ser dita que a
garota parece até dominar da arte que lhe foi proposta, e conseguiu
fazer com que um paradigma fosse quebrado ao não demonstrar a forma que
muitos julgam esse estilo, com isso a jovem merece atenção daqui pra
frente para ver o que pode fazer mais. Malu Rodrigues tentou não fazer o
tradicional das jovens que passam por esse problema, que é o mais comum
e já foi visto em todas as novelas possíveis da Globo, mas é difícil
fazer diferente algo tão batido, e a jovem apenas fez o que todas
fariam, pelo menos sem decepcionar na tela. Clara Tiezzi faz a mais
jovem, porém com maior timing frente às câmeras das 4 garotas e soube
trabalhar bem com a modernidade, mostrando que as jovens hoje podem
trabalhar tão rapidamente com a tecnologia que sabem passar isso pra
frente de forma fácil, basta testar perguntando pra qualquer criança
como fazer algo tecnológico que é moleza. Os garotos que participaram
todos são meros coadjuvantes e alguns tentam sair melhor fazendo o
tradicional, valendo destacar algumas cenas de Hugo Bonemer, Lucca Diniz
e João Fernandes, sendo que este último vai ser lembrado pela sua
versão mirim de Crepúsculo. Cássio Gabus Mendes tentou fazer homenagem à
Luis Gustavo com uma interpretação exatamente copiada sem tirar detalhe
algum, e isso não sei se é bom para um ator, mas conseguiu fazer pelo
menos o que queria. Vale destacar também as pequenas pontas das
protagonistas originais da série de TV: Maria Mariana bem rapidamente na
entrevista de emprego, Débora Secco como a tradicional mãe solteira que
faz o filho passar vergonha, Danielle Valente como outra mãe menos
presente, e Georgiana Góes fazendo uma professora apenas, mas todas não
poderiam ficar de fora de algo que as lançaram no mercado televisivo com
o sucesso que fizeram.
O visual da trama lembra bem a série que não acaba nunca na TV Globo
chamada "Malhação", pois convivendo entre a escola e a casa das
protagonistas, o longa sobrevive nesse meio, dando uma ou outra passada
por boates e festas, onde tudo se desenrola com a cenografia mais
tradicional carioca impossível, não dando motivo algum para que a equipe
de arte tivesse momentos criativos. Não falo isso como algo ruim, mas
para quem já está cansado do tradicional que a novelinha adolescente já
bateu na tecla insistidamente poderiam ter sido mais originais. A
fotografia utilizou de muitos planos com iluminação natural para que o
longa tivesse uma vida mais dinâmica e com isso algumas cenas ficaram
mais novelescas do que deveria, então não podemos dizer como ponto
positivo algum nos quesitos técnicos do filme.
A trilha sonora do filme também manteve canções da época do seriado
junto com alguns funks mais modernos e batidas de DJs que estão na moda
para contemporizar o filme e dar dinâmica para ele, mas não chega a ser
nem metade das boas músicas que foram introduzidas na época.
Enfim, não é um excelente filme, mas vale principalmente como uma grande
compilação de um seriado inteiro que bons diretores conseguiram
transformar em filme. Possui uma série de bobeiras no meio, afinal
adolescentes costumam fazer bobeiras, então quem já assistiu uma
"Malhação" alguma vez e não gostou, certamente irá ficar meio bravo com o
longa, mas quem relevar isso e assistir com a boa lembrança que tinha
do seriado, talvez saia feliz da sessão com o que verá. Recomendo ele
com esses detalhes que disse apenas e claro para jovens tentarem
assimilar os problemas que podem ocorrer durante atos sem pensar. O
longa estreia no próximo dia 10 de janeiro, mas ainda durante o próximo
final de semana teremos mais algumas sessões de pré-estreia dele para
quem quiser conferir. Fico por aqui agora, mas ainda hoje irei conferir
meu último filme desse ano para deixar postado aqui a opinião dele antes
de colocar no ar a retrospectiva completa de 2013, então abraços e até
mais tarde pessoal.

O primeiro grande mérito da adaptação de Confissões de Adolescente para o
cinema é a escolha do diretor. Por mais que Daniel Filho ainda peque em
querer transpor a linguagem televisiva para o cinema, é sem dúvida o
diretor nacional, que melhor consegue conversar com o público brasileiro
em geral.
Já citei isso uma vez, e quase quiseram me matar, mas o vejo como o
Spielberg nacional (mas calma), essa semelhança é na facilidade de
conseguir falar com o público sem precisar de apelação, e nem de textos
de comedias retardadas para alcançar grandes bilheterias.
Tirando esse fato, acredito que a história do longa é praticamente de
conhecimento comum, já que por 20 anos a série foi um grande sucesso na
TV Cultura e sua versão cinematográfica, segue a mesma linha. 4
adolescentes vivendo com o pai, cada uma com idade diferente, mas todas
na adolescência. E como acontece com “todos” nessa faixa etária, existem
duvidas, medos e descobertas que acompanhamos no dia a dia dessas
garotas e seus amigos.
O roteiro é de Matheus Souza e foi baseado nos diários de Maria Mariana e
lógico na peça e na série de TV. Matheus trouxe a linguagem para os
dias de hoje com a influência das redes sociais na vida dos
adolescentes, além das referencias pops do momento e também nas gírias –
nesse quesito, Souza acertou muito bem, mesmo que alguns diálogos se
mostrem datados, mas como a tecnologia é muito rápida, há de se
entender.
Já na trama em si o filme se mostra fraco em tudo que se propõe a
discutir – há uma sensação de medo de se aprofundar em coisas mais
“pesadas”. A começar pelo bullying, que foi colocado a tona e quando era
para se discutir e mostrar as consequência de quem faz isso, nada é
feito (para quem quiser ver um filme bom sobre o assunto, dica: Depois
de Lúcia). Depois a homossexualidade na adolescência, também acontece o
mesmo, o assunto é levantado e nada é falado mais a fundo (para quem
quiser um filme sobre o assunto: Azul é a cor mais quente).

Enfim praticamente todos os assuntos são tratados com pouco
aprofundamento. Até entendo que a ideia seja dar ao longa um tratamento
mais popular, uma linguagem fácil, no entanto, a escolha por apenas um
dos temas, seria mais acertados (talvez). Laís Bodanzky, por exemplo,
conseguiu esse equilíbrio perfeito em As Melhores Coisas do Mundo.
Não vou entrar em detalhes do uso “ridículo” de chroma key em diversas
passagens do filme, de escolhas pouco inspiradas da computação gráfica –
para não colocar o filme no nível muito baixo.
Não tem como citar também, que a representação desse adolescente do
filme, não diz respeito a todos os adolescentes brasileiros, muitos dos
hábitos, mostrados são de jovens de classe média alta – faixa pequena da
população em geral. Ainda sinto falta de um filme que consiga mostrar
um mundo mais próximo do real, sobre adolescentes. O que lembrei, ainda
que exagerado, por buscar inspiração em William Shakespeare é a
produção, Era Uma Vez… de Breno Silveira.
Entre seus acertos tem a construção eficiente de alguns personagens
carismáticos, um ótimo elenco, mesmo que 60% seja da Malhação – o que
acaba levando a uma comparação (infelizmente). Tem também as
protagonistas da série na TV fazendo, uma participação especial, o que
dá para os fãs da série uma nostalgia gostosa.
Daniel Filho também acertou em deixar de lado o puritanismo no olhar do
jovem, e a nudez e o sexo são mostrados, quase sem mascaras, e isso
eleva significamente a confiança deles em tornar crível o que é mostrado
na telona.
Outro e talvez o grande acerto do filme foi na trilha sonora, canções
novas e antigos sucessos em versão atualizadas, ajudaram a dar um clima
bem divertido para a narrativa, tornando a projeção no mínimo um bom
passatempo.

SINOPSE
Paulo (Cássio Gabus Mendes) está passando por dificuldades financeiras
para sustentar as quatro filhas, Tina (Sophia Abrahão), Bella Camero
(Bianca), Malu Rodrigues (Alice) e Clara Tiezzi (Karina), depois que
anunciaram um novo aumento no aluguel. Quando ele avisa que eles
precisam se mudar do apartamento onde vivem, na Barra da Tijuca (Zona
Oeste do Rio), elas se comprometem em ajudar de alguma forma, começando a
cortar despesas bobas e ajudando nas tarefas domésticas. Mas enquanto
precisam lidar com essa novidade, o quarteto tem ainda outras
experiências típicas, relacionadas a idade de cada um delas. Tina vem
penando para conseguir um primeiro trabalho, ao mesmo tempo que vem se
desentendendo com o namorado riquinho. Bianca, por outro lado, esconde
uma relação misteriosa, diferente de sua irmã Alice, ainda virgem, e as
voltas com a famigerada primeira vez. Correndo por fora, Karina é a mais
nerd da turma e anda atraindo as atenções de um dos colegas da escola,
mas eles ainda não sabem bem ao certo como lidar com isso. Apesar dos
conflitos, a união entre elas permanece e as experiências, tudo indica,
irão contribuir ainda mais para manter a família unida.
ELENCO
Sophia Abrahão (Tina)
Isabella Camero (Bianca)

Malu Rodrigues (Alice)

Clara Tiezzi (Karina)

Adolescentes e seus problemas cotidianos , sempre um prato cheio para
boas histórias. Maria Mariana pegou todas as lamúrias da idade e
transformou em espetáculo de teatro. No início dos anos 90, o diretor
Daniel Filho viu potencial na peça e a transformou numa série de TV com
foco nesta fase "especial". Se passaram 20 anos desde a série e...
Confissões de Adolescente finalmente chega ao cinema nacional numa
versão moderna e "descolada" que o próprio Daniel Filho dirige, sem
fugir do panorama atual Daniel substitui os diários dos anos 90 , pelas
redes sociais, que são de fato utilizadas por muitos adolescentes como
um diário. Mesmo com a atualização , o que não falta são os clichês
adolescentes (primeiro beijo, o primeiro namorado,a primeira relação
sexual, escolhas de vida e etc).
Paulo (Cássio Gabus Mendes) está em dificuldades financeiras para
sustentar suas quatro filhas, Tina (Sophia Abrahão), Bella Camero
(Bianca), Malu Rodrigues (Alice) e Clara Tiezzi (Karina), então elas
começam a cortar despesas bobas e ajudar nas tarefas. Enquanto precisam
lidar com isso as meninas tem outras experiências da idade de cada uma
delas. Tina tenta o primeiro emprego, ao mesmo tempo que se desentende
com o namorado. Bianca esconde uma relação misteriosa, enquanto Alice
está próxima de sua primeira vez. Ainda há Karina, a nerd da turma, que
não sabe o que fazer quando o assunto é namoro.
O filme parece uma grande rede social vista por dentro, apresentado como
um vídeo - blog , e com centenas de atualizações do Facebook, fora isso
nada de muito novo é acrescentado ao gênero. O longa dá muita atenção a
virgindade e consequências sexuais, mas a relação misteriosa de Bianca
que era possivelmente a maior novidade de Confissões de Adolescente, foi
colocada em segundo plano , em pró das facilidades que o roteiro
oferecia.
Confissões de Adolescentes foi uma série interessante , num canal
interessante , a TV Cultura, era de fato uma boa produção , com roteiro
bem trabalhado e personagens bem desenvolvidos, mas o curto filme
"esmaga" a complexidade dos jovens que ficam bastante superficiais ,o
elenco tem bons nomes e se esforça, porém não podem evitar que vá rápido
demais. Atrizes da série original fazem participações especiais , com
Deborah Secco sendo a única com algum destaque (dentro do possível).
Enfim , o filme vai agradar essa geração que sobe hashtags de ídolos
descartáveis no twitter, mas vai deixar a desejar para quem espera um
retrato reflexivo da adolescência.
Para vê o vídeo "Confissões de Adolescente - Entrevista com as quatro "irmãs" Clica no link abaixo:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-220610/trailer-19536871/
Confissões de Adolescente
Para vê o vídeo "Confissões de Adolescente - Entrevista com as quatro "irmãs" Clica no link abaixo:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-220610/trailer-19536871/
Confissões de Adolescente




Na vida é necessário ter fantasias, e o que, causa isso em nós? A causadora desse mal gostoso que é a louca fantasia, se chama Ficção, pode ser encontrada em livros, filmes, series, novelas... etc, e é sobre isso vamos falar! Espero que gostem do blog, obrigada pela visita *-*





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