Não vou me estender sobre o final lamentável de Balacobaco. Prefiro me
concentrar nas duas boas semanas de Dona Xepa, na telinha da Record.
Mas, para ninguém dizer que desprezei o último capítulo de Balacobaco…
Vamos lá! A despedida da novela de Gisele Joras primou pelo amadorismo.
Fiquei absurdamente decepcionado porque gosto da autora e sua novela
seguiu uma trajetória bem simpática. Não merecia chegar ao fim de forma
melancólica. O que era para ser cômico, não teve graça; o que era para
ser emocionante, deu sono; e o que era para ser dramático, provocou
gargalhadas.
Como pode no último capítulo de uma novela que tem um
vilão fantástico como o Norberto (Bruno Ferrari) não rolar um confronto
definitivo entre ele e os mocinhos Eduardo (Victor Pecoraro) e Isabel
(Juliana Silveira)? Os protagonistas, aliás, viraram meros coadjuvantes,
justamente no encerramento da novela. O final de Norberto foi ridículo.
Ele levou um tiro, depois de um blá blá blá chatíssimo com Magno (André
Segatti) e, em nenhum momento, foi falado que seu corpo havia
desaparecido só que, do nada, o sujeito reapareceu disfarçado de negro,
assim como as picaretas Paranhos (Bárbara Borges e Roberta Gualda),
deixando no ar a dúvida se ele havia ressuscitado ou se tratava de um
sósia. Ridículo! A esculhambação continuou em todas as cenas seguintes e
curti apenas o casamento de Vicente (Rafael Calomeni) e Mirella (Thaís
Pacholek, que foi muito mal aproveitada na história).
Entre as péssimas atuações de André Mattos, André Segatti, Antônia
Fontenelle e Rafael Calomeni, salvaram-se as boas presenças de Juliana
Silveira, Bruni Ferrari, Bárbara Borges, Roberta Gualda, Alice Assef,
André Di Mauro e Thaís Pacholek. Já Simone Spoladore, coitada, pagou um
micaço na revelação de que Vitor era Violeta. Deu pena!
DONA XEPA CHEGA COM TUDO!
Já disse aqui que não sou muito chegado a remakes, talvez, porque goste
de manter na memória as tramas originais, que marcaram a minha vida. E a
interpretação antológica de Yara Cortês como Dona Xepa, era um desses
casos, o que me deixou bastante receoso com a versão produzida pela Rede
Record, que estreou no dia 21/05, tendo Ângela Leal como protagonista.
Nada contra Ângela, que sempre foi uma belíssima atriz, que fique bem
claro. Mas todos os meus temores se dissiparam ao vê-la em cena. Ângela
está perfeita como a humilde feirante, faz uma emocionante homenagem a
Yara Cortes – uma das mais fortes influências no início de sua carreira –
só que, ao mesmo tempo, dá para a personagem identidade própria. É um
trabalho bem construído e que anda à beira do precipício da caricatura.
Até agora, Ângela caminha com firmeza, usando toda sua experiência para
dosar o lado cômico e o fortemente dramático de Xepa. Um desempenho
realmente primoroso.
Thaís Fersoza é outra que está ótima como Rosália, dando humanidade para
uma figura tão antipática e ambiciosa como a filha que tem ódio de ser
pobre e morre de vergonha da mãe. E Arthur Aguiar vem comendo pelas
beiradas, acertando no tom introspectivo do Édison. Aplausos ainda para
Bemvindo Sequeira (Dorivaldo), Bia Montez (Matilda), Rayana Carvalho
(Lis), Alessandra Loyola (Camila), Angelina Muniz (Pérola), Gabriel
Gracindo (François), Gabriela Durlo (Isabela), Marcella Muniz (Geni),
Emilio Dantas (Benito), Pérola Faria (Yasmin) e Alessandra Loyola
(Camila). E, quem diria, a ex-dançarina do Domingão do Faustão, Robertha
Portella, mostra ter potencial na pele da fogosa Dafne, a Mulher
Tuti-Fruti.
Infelizmente, nem tudo são flores na feira. Luiza Tomé, por exemplo,
leva o troféu abacaxi. Ela usa e abusa do direito de ser canastrona como
a perua Meg Pantaleão. Juan Alba (Marcos) é outro… A cada dia que passa
ele parece desaprender o básico da arte da interpretação. E Maurício
Mattar (Júlio César Pantaleão) é um caso perdido mesmo… Confesso que
ainda estou em dúvida no que se refere às atuações de Márcio Kieling
(Victor Hugo), Alexandre Barillari (Robério) e Augusto Garcia
(Graxinha). O primeiro alterna bons e maus momentos, mas acho que falta
estofo ao rapaz para dar verdade a um personagem em terno conflito com o
pai, Júlio César, e inseguro com o que realmente deseja para sua vida.
Já Alexandre está super caricato, só que, ao mesmo tempo, esse exagero
tem rendido agradáveis momentos cômicos. E sinto que Augusto ainda não
se encontrou com o Graxinha, o que é compreensível. O mecânico é um
personagem difícil mesmo: afeminado e cheio de tiques e manias. Vou dar
uma chance ao rapaz para ver como ele irá construir seu papel. Não curti
também a abertura. É praticamente idêntica a de Vidas em Jogo (2011),
tem cor demais, como a de Balacobaco, e revela certa preguiça da equipe
de produção da emissora para criar algo novo.
De maneia geral, Dona Xepa agradou. Tem um ritmo ótimo, graças à direção
esperta de Ivan Zettel e sua equipe. Gustavo Reiz, apesar de jovem, não
é bobo e sabe bem como manipular a emoção do público e tem boa pegada
para o humor. Se a equipe conseguir conservar toda essa agilidade ,
vamos constatar que Dona Xepa, sim, é do balacobaco!
Fonte: Contigo
Na vida é necessário ter fantasias, e o que, causa isso em nós? A causadora desse mal gostoso que é a louca fantasia, se chama Ficção, pode ser encontrada em livros, filmes, series, novelas... etc, e é sobre isso vamos falar! Espero que gostem do blog, obrigada pela visita *-*




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