Quando saiu do palco do Chevrolett Hall, em Belo Horizonte, depois do último show da banda Rebeldes, no dia 4 de maio, Mel Fronckowiak
deixou para trás mais do que as roupas, a maquiagem e a adolescência de
Carla, sua personagem na novela da Record que deu origem ao grupo
musical.
A atriz saiu da casa de espetáculos determinada a retomar um outro
caminho, aquele que havia abandonado no passado para viver a experiência
de ser uma das artistas mais amadas pelos jovens do Brasil: a de
escritora.
Para quem não conhece Mel, a escolha pode
surpreender. Mas ela garante ser apaixonada pelas palavras e acredita
que este destino sempre esteve reservado para esta fase pós Rebelde.
“Neste momento, estou me encontrando ou tentando me encontrar, que é o
que a gente faz a vida toda. Tenho brincado com as palavras, escrito
bastante, e me encontrado muito nesse caminho. Eu costumo dizer que eu
era aprendiz de cantora, de atriz e, como escritora, sou uma aluna
mesmo”, revela Mel, que estudou jornalismo em Pelotas (RS), mas não concluiu.
Tamanha vontade de colocar no papel o que preenche seus pensamentos
rendeu o livro de crônicas Inclassificável, que será lançado em junho
pela Rubra editora.
“Tem uma linguagem poética, reflexões. Meus textos são difíceis de
classificar, por isso o título da obra. Aprendi que os escritos e as
coisas interiores não precisam de classificação. São textos sobre a
minha experiência, do que eu vivi, e nesses anos com os rebeldes. Fala
sobre a turnê, esse é o universo, eu escrevi estando lá, é genuíno
porque eu vivi. Mas não fala da viagem especificamente, não tem o
objetivo de ser narrativo. Tem a ver com meus olhares sobre tudo o que
eu vivenciei, de estar no meio do grupo”, adianta a estrela com exclusividade à Contigo! Online.
Um livro no meio do caminho
“Meus textos para o Inclassificável nasceram dos momentos que a gente
(Os Rebeldes: Mel, Micael Borges, Sophia Abrahão, Chay Suede, Arthur
Aguiar e Lua Blanco) atravessava estradas e mais estradas escuras
durante a madrugada e o sono nem sempre vinha, quando o ônibus estava
adormecido e silencioso. Era também uma forma de gritar em silêncio.
Quando eu escrevo é tão meu, sem filtro nenhum, sou só eu. Foi muita
coragem ter decidido lançar esta obra. E na editora eu tenho muita
liberdade para decidir. Está tudo sob meu domínio. É como se fosse um
filho, e espero que as pessoas gostem.”
Jovens escritores
“Tenho mais de um milhão de crianças e adolescentes me seguindo no
Twitter que são ávidos por informações. As pessoas tentam chegar nesse
lugar da poesia até mesmo para me alcançar, por isso também lancei o
concurso semanal de poesia no perfil Caçadora de Palavras (@cdepalavras)
e o resultado é surpreendente. Isso também foi um grande incentivo para
eu escrever mais. Além do que, Caçadora de Palavras é uma grande
metáfora para o meu momento e aproveito para estimulando meus fãs.”
Interação com os fãs no Twitter
“Eles são incríveis. Nos últimos tempos tenho interagido menos porque
estou escrevendo mais mesmo. Mas é muito legal esse carinho que eles
têm e tento retribuir do meu jeito. Entro muito no Twitter para falar de
palavra, de poesia. Acho que por eles serem crianças, adolescentes me
sinto responsável por passar esse tipo de informação."
Que venham as críticas
“Eu acho que vai ser importante observar as críticas quando o livro
for lançado. Sempre parto do princípio de que a pessoa que critica seu
trabalho para o que está fazendo pra olhar o seu. Então, que venham as
críticas. Elas vão servir para eu escrever o próximo. Eu não estou nem
perto de parar. E o que me move mais é ver as pessoas começando a gostar
de poesia.”
Influência veio de berço
“Minha mãe, Berenice Nunes, é psicóloga, meu pai, André Fronckowiak, é
empresário e sempre fomos uma família muito efervescente na leitura.
Minha mãe é muito leitora, meu pai escreve. Morei com tios que são
professores universitários, minha avó era professora e cresci cercada de
literatura. Fui assistir Meu Pé de Laranja Lima no cinema e me
emocionei muito, pois lembrei de quando li o livro. A leitura é um ato
solitário. Você entende que pode criar o seu mundo através da leitura. É
muito mágico.”
Rebelde X literatura
“Não tenho preocupação em desvincular minha imagem de Rebelde, sim
somar. Fui rebelde e vou ser para sempre. A gente só é o que é por causa
do passado da gente. Adorei a experiência como atriz e ainda sou uma.
Mas se as palavras derem certo e as portas estiverem abertas para mim,
quero seguir nesse caminho. A gente percorre vários caminhos até achar o
nosso.”
De Pelotas para o mundo
“Trabalhar como modelo foi uma oportunidade que apareceu na minha
vida. Eu tinha vontade de desbravar outros horizontes e aí veio a chance
de ir para São Paulo depois de um concurso e eu fui. Eu dizia que
estava modelo, não era. Não me enquadrava naquele lugar, mas achei muita
gente interessante lá. É importante dizer isso porque há muito
preconceito.”
Cinco amigos para toda a vida
“Levo a Sophia, o Chay, o Micael, o Arthur e a Lua comigo. No dia em
que soubemos que seria o nosso último show, lá em Belo Horizonte, nós
desabamos. A gente se fala muito. Fico feliz que estão seguindo seus
caminhos. O que mais sinto falta é de me divertir com eles. Foi só por
isso que a gente conseguiu passar por toda essa maratona.”
Dedicatórias especiais
“Na contra-capa do livro, tem aspas dos cinco. Pedi que todos
escrevessem o que acham sobre essa minha invenção de escrever. Cada um
escreveu uma frase sobre o livro, ficou muito bonito. A gente vivia
trocando escritas. A gente escreveu ao longo da turnê inteira. No
próprio livro, escrevo muita coisa para alguns deles. O livro está
pronto e está diagramando. Eu sonho com o momento de poder pegá-lo nas
mãos.”
Medo de cair no esquecimento
“Lógico que tenho. A gente se acostumou com o reconhecimento, com o
carinho do público, claro que dá medo de não ser mais famosa. Mas a vida
segue. O carinho que a gente teve em Rebelde nunca mais teremos de
novo.”
Tá namorando, Mel?
“(Risos). Estou feliz, estou ótima. É só o que eu tenho para falar. (Em tempo: Na quinta-feira (16), um jornal publicou uma nota dizendo que Mel está namorando Rodrigo Santoro).”
Com a palavra, Berenice Nunes, mãe de Mel Fronckowiak
"Eu vejo muito o livro como um resgate das coisas que ela deixou no
meio do caminho, quando teve de sair da faculdade de jornalismo em
Pelotas para São Paulo e deixou de escrever para o jornal local. Ela, de
alguma forma, interrompeu o ciclo. O livro é muito legal, está muito
pegado de sentimentos. São fragmentos de momentos que a banda viveu.
Para as outras pessoas, teve uma leitura comum. Mas para ela não. Ela é
muito sentimento. Sangue espanhol misturado com italiano, ferve. Em tudo
o que faz, ela se entrega de corpo e alma. É legal ver que ela está
conquistando as coisas dela, o caminho dela. A avó dela é professora e
sempre teve um sonho de escrever um livro. Quando ela soube que a Mel
escreveria um, mostrei e ela chorou e disse: ‘A Mel está realizando um
sonho que eu sempre quis".
Fonte: Contigo
Na vida é necessário ter fantasias, e o que, causa isso em nós? A causadora desse mal gostoso que é a louca fantasia, se chama Ficção, pode ser encontrada em livros, filmes, series, novelas... etc, e é sobre isso vamos falar! Espero que gostem do blog, obrigada pela visita *-*




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